Quais são os diferentes tipos de transtornos bipolares?

O transtorno bipolar é um complexo distúrbio psiquiátrico que merece atenção. Antes chamado de psicose maníaco-depressiva, é o problema de saúde que mais causa suicídios no Brasil: entre 30 a 50% das pessoas com o distúrbio no país tentam se matar. A subdivisão mais aceita pela psiquiatria é a que separa o transtorno bipolar em quatro tipos.

Os tipos de transtorno bipolar

O tipo 1 é o mais grave. “Neste tipo, ocorre o quadro completo, com a presença de fases claramente depressivas e maníacas, debilitando e provocando importantes prejuízos na vida dos pacientes”, afirma o psiquiatra Eduardo Aratangy. As fases de mania costumam durar, no mínimo, sete dias, enquanto os períodos de humor depressivo podem se estender de semanas a meses. Em casos graves, a internação se faz necessária.

No tipo 2, os episódios depressivos se alternam com períodos mais brandos de euforia, conhecidos como hipomaníacos, sem prejuízos graves ao dia a dia do indivíduo e da família. No terceiro tipo, os sintomas não duram tempo suficiente para serem classificados num dos outros tipos. Já o quarto é chamado de ciclotímico, se caracteriza pela mudança entre sintomas de depressão e euforia num único dia, vista, muitas vezes, como simples alterações no humor.

A ciência ainda tenta entender as causasAs causas para o surgimento do transtorno ainda são incertas. “Alterações no desenvolvimento cerebral e a desregulação de neurotransmissores são as principais hipóteses científicas atuais para explicar o aparecimento de tais transtornos”, segundo o psiquiatra. A presença de familiares com outros transtornos de humor graves, alcoolismo e dependências químicas propiciam ao desenvolvimento de um quadro bipolar.

O transtorno bipolar não tem cura, mas deve ser controlado. “Em qualquer um dos tipos, a prioridade é estabilizar o humor, o que é feito por meio de medicamentos (como os antipsicóticos, entre outros)”, conta Aratangy. O combate ao preconceito contra o distúrbio também é fundamental, para que as pessoas procurem ajuda e recebam a atenção necessária.


 

Por DrEduardo Wagner Aratangy – Psiquiatra 

Katiana Martins 

Enfermeira Especialista em Saúde Mental.

Coach em Saúde. 


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